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Aférese e Plaquetaférese

O que devemos saber a respeito.

AFÉRESE

Do grego que significa separar ou retirar, a palavra aférese é aplicada ao procedimento de separação do sangue total em seus derivados. Desde o início de século quando foi inicialmente aplicada, até os dias atuais, tem evoluído de métodos manuais até os modernos, quando, através de equipamentos sofisticados, os componentes sã£o retirados com elevados índices de seletividade e o restante do sangue devolvido ao doador.

Quando referida aos componentes especificamente, a aférese assume o nome do componente extraído como: Plaquetaférese, quando se retiram as plaquetas, leucaférese quando o elemento extraído sã£o os leucócitos, etc. Veja abaixo os diversos tipos de separação possíveis de serem feitos com os modernos equipamentos de hemaférese:

1.Plasma   Plasmaférese
2.Células Eritrócitos Eritrocitaférese
  Leucócitos Leucaférese
  Linfócitos Linfocitaférese
  Plaquetas Trombocitaférese

A técnica de hemaférese inclui também hoje a manipulação extracorpórea dos componentes plasmáticos por colunas de afinidade (plasmaférese seletiva) e/ou a exposição de componentes celulares à  irradiação ultravioleta (fotoaférese ou fotoférese) .

A hemaférese pode ser realizada com 2 objetivos:

Transfusional. Definido como a obtenção de um hemocomponente a partir de um doador único. O principal hemocomponente coletado é o concentrado de plaquetas, utilizado amplamente no tratamento de doenças hematológicas e no manejo de pacientes durante transplante de medula óssea. A coleta de plasma com fins transfusionais também é largamente utilizados em alguns países pelas indústrias de hemoderivados para a produção de soros e imunoglobulinas. Neste item também podemos incluir a coleta de células tronco hematopoiéticas circulantes no sangue periférico para o transplante de medula.

Terapêutico. Empregado no tratamento de um grande número de patologias com o objetivo de remover um elemento patogênico ou uma substância fisiológica presente em concentrações indesejáveis na circulação.

A plaquetaférese com fins transfusionais, a forma de aférese mais comumente utilizada, trouxe avanços significativos no controle de doenças como as Leucemias e Tumores que apresentam sangramentos pela queda do número de plaquetas causadas pela doença ou pela quimioterapia.

Entre estes avanços podemos destacar a diminuição do risco transfusional uma vez que uma única unidade de plaquetas por aférese (um único doador), substitui de 8 a 10 unidades extraídas pelo método tradicional de número iguais de doadores; a diminuição do grau de aloimunização por antígenos HLA, aumentando as chances de pegas nos transplantes de medula óssea; excelente resposta elevando significativamente o número de plaquetas e o intervalo entre as transfusões.

A Plaquetaférese já é realizada nos principais centros de hemoterapia do país e está disponível a qualquer profissional médico, seja na área da hematologia ou oncologia, inclusive através dos seguros de saúde (convênios).

O equipamento utilizado é denominado de Separador Automático de Células, utiliza um fluxo contínuo o que diminui o tempo de processamento, diminui as exigências sobre peso do doador e oferece um produto com maior grau de seletividade, sendo mínima o grau de "contaminação" do produto por leucócitos ou hemáceas.

Veja a seguir um quadro com as doenças comumente tratadas com a hemaférese.

 

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