Triagem Clínica de Doadores
O que você deve saber sobre a doação e os exames sorológicos.
Quando nos dirigimos a um Banco de Sangue ou Hemocentro para doar sangue, passamos por várias etapas até a doação propriamente dita. Estas etapas que denominamos de Triagem Clínica são complementadas pela Triagem Laboratorial que é feita após a doação. As diversas etapas de uma doação e seus objetivos estão descritas abaixo e obedecem as normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde em sua Portaria No 1376, de 19 de novembro de 1993.
A Triagem Clínica:
A Triagem Clinica inclui normalmente a realização de um teste rápido denominado 'hematócrito' para se determinar se o doador tem anemia, e a entrevista e exame clínico, realizados por médico ou enfermeira capacitados. Alguns Bancos de Sangue incluem também um teste rápido para determinação da presença de Hemoglobina anormal (Hb S) feito antes da doação, ao invés de depois.
Em todo o processo deve-se fornecer ao candidato informações detalhadas sobre a doação, sua segurança e permitir que o doador se auto-exclua do processo em qualquer etapa seja qual for a razão. Votos de auto-exclusão para os candidatos pertencentes aos grupos de riscos são normalmente estimulados sem constrangimento para os candidatos.
A entrevista visa determinar se o indivíduo é saudável, não portador de doença que o incapacite permanente ou temporariamente à doação, não esteja usando drogas, medicamentos ou vacinas, não tenha se submetido a procedimentos cirúrgicos recentemente, etc.
O objetivo da triagem clínica é selecionar indivíduos aptos com o objetivo de protege-lo de possível mal estar durante a doação, proteger a equipe de funcionários que lidará com seu sangue até a liberação laboratorial do mesmo, e ao paciente que receberá o seu sangue.
Na portaria No 1376, de 19 de novembro de 1993, do Ministério da Saúde, estão detalhados os itens a serem investigados na Triagem Clínica.
Veja aqui uma reprodução parcial da portaria, referente ao tema.
A Doação:
Após a Triagem clínica e os testes rápidos para anemia e hemoglobinas anormais, o candidato classificado como apto, dirige-se a sala de doação. A coleta deverá ser feita em ambiente limpo e agradável, evitando-se qualquer estresse para o doador. Todo o material utilizado é descartável e de uso único e a punção normalmente deverá ser única, em veia calibrosa, anteriormente selecionada. O volume de sangue a ser retirado é igual para todos, e não deverá, quando somados ao volume de anticoagulante/preservante já existente na bolsa, ultrapassar o volume de 500 ml. Algum mal estar pode advir de uma doação feita rápida demais, entretanto uma doação ideal não deverá ultrapassar oito minutos. Após a doação o doador deverá receber um lanche.
Veja aqui uma reprodução parcial da portaria No 1376, referente ao tema.
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